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Monday, February 27, 2012

Zimbros - final do segundo dia


Após a divisão do grupo e a cansativa portagem que realizamos entre Mariscal e Zimbros, retornamos para a água com o objetivo de encontrarmos uma praia para acampamento em meio às grandes pedras na base do Morro do Macaco.

O belo Morro do Macaco



Logo nos primeiros metros de remada fomos surpreendidos com o encontro não programado com Jair e Alvares, que seguiam para o lugar de onde havíamos saído com o objetivo de comprarem peixes para a janta. Já haviam encontrado uma pequena praia onde iriam acampar.






Seguimos remando nas calmas águas dessa bela costa e em pouco tempo enxergamos a inconfundível vela azul do caiaque duplo pilotado por Márcio e Otávio em uma prainha escondida no meio das pedras.




Aproximando-me lentamente, percebi que não tinham me visto até estar bem perto da areia. Não estavam nos esperando, foi uma surpresa termos nos reencontrado. A área disponível para acampamento não comportava todas as barracas; Germano encontrou uma "laje" muito bem situada, com vista panorâmica para o entardecer, onde cabiam duas barracas (Germano e Fernando). Tiane e eu montamos nossa barraca em uma pequena praia um pouco mais adiante; apesar do receio da Tiane com relação ao nível da água na maré alta, correu tudo bem e não tivemos que mudar o acampamento no meio da noite :)




Informações registradas pelo gps levado no caiaque:

- distância remada: 14,64 km;
- tempo remado: 3 h 24 min;
- velocidade média: 4,3 km/h;
- velocidade máxima: 14,8 km/h;
- tempo parado: 4 h 56 min;
- velocidade média geral: 1,8 km/h.

Distância acumulada na remada: 40,19 km.

[Trajeto e legendas sobre imagem do Google Earth]

[Trajetos sobre imagem do Google Earth]

Sunday, February 26, 2012

Alterando planos...

Na simpática Praia da Conceição foi feita uma pausa importante para almoço e, mesmo sem uma reunião de grupo, decisões foram tomadas. Tiane já havia manifestado a intenção de não prosseguir remando pelo mar exposto, então fomos dar uma olhada nas redondezas da praia, para ver a distância que estaríamos de Zimbros e como seria o acesso se eventualmente fizéssemos uma portagem.
Caminhamos até Zimbros e constatamos que teríamos de atravessar por uns quatrocentos metros para chegarmos à outra praia. Encontramos um belo local para almoço, com buffet livre. Retornamos para convidar os amigos - mas alguns já preparavam almoço na proteção e sombra de grandes pedras no canto da praia - e combinar que após o almoço decidiríamos o que fazer e retornamos ao buffet, onde almoçamos muito bem a um preço justo.
Retornamos à praia debaixo de um sol forte e lá chegando ficamos surpresos quando encontramos somente Germano e Fernando. Márcio, Otávio, Jair e Alvares já remavam em direção à ponta de pedras bem ao longe e começavam a travessia em direção à Ilha do Macuco; resolveram não esperar, pois não queriam perder tempo.

[Trajetos e legendas sobre imagem do Google Earth]

Germano e Fernando já tinham decidido não continuar a remada em direção à Ilha do Macuco, assim como  Tiane, então coloquei que minha ideia seria remarmos alguns metros contornando a ponta de pedras até o final de Mariscal (Canto Grande do Mariscal) e aí fazermos uma portagem até Zimbros. Germano estava um pouco receoso pela possibilidade de ondas e Tiane tratou de procurar uma alternativa de transporte, de reboque puxado por nós mesmos até alugar um carro com caçamba, mas não obteve sucesso; o resultado foi que partimos então para minha sugestão.



Aproveitando que as condições estavam boas, passei perto do costão, para apreciar o encontro do mar com a terra. Acredito que esse seja um dos grandes diferenciais do caiaque oceânico em comparação com outros tipos de embarcações - a capacidade de aproximação da costa com agilidade e a navegação em locais "proibidos" para os barcos maiores.
Chegando na praia, acompanhei a Tiane até o início da arrebentação e fiquei ao lado do Fernando, que estava um pouco preocupado com as ondas:



Tiane acabou virando quando chegava na praia; estava preocupada com a possibilidade de atingir banhistas.  
Acompanhei Fernando e tratamos de escolher uma onda pequena (apesar de que todas estavam pequenas :)
Fiz uma saída controlada com tranquilidade; Tiane estava na água (já sem o caiaque) e prontamente ajudou Fernando quando ele capotou, felizmente sem consequências além do susto. Faltava ainda o Germano, que havia ficado longe das ondas e parecia decidido a voltar para o calmo abrigo da praia anterior...



Ainda dentro do caiaque, fiz meia volta e tratei de passar novamente pela arrebentação para ir ao seu encontro e tentar prestar solidariedade nesse momento de difícil indecisão - na realidade, a intenção era convencê-lo de que não era tão difícil quanto parecia e Tiane e Fernando haviam capotado por mero acaso :)
Chegando até onde estava Germano, conversei com ele e tratei de acompanhá-lo até as ondas. E lá fomos nós...



Germano acabou virando no finalzinho, depois de já ter descido a onda. Creio que capotou mais pela ansiedade do momento do que por não saber o que fazer, pois bastaria um pequeno apoio baixo com a pá do remo para controlar a situação. De qualquer maneira, estávamos todos bem e em terra firme!
Tratamos de retirar as tralhas dos caiaques e colocamos nas duas sacolas que eu havia confeccionado a partir de sacos de aniagem justamente para levar as tralhas. Fizemos vááárias viagens...

 [Foto de Tiane]

[Foto de Tiane]

[Foto de Tiane]

Mar aberto até Mariscal e chegada em Conceição


Saindo de Retiro dos Padres, segui em direção à ponta rochosa que precisa ser transposta para chegar em Quatro Ilhas e Mariscal. Em pouco tempo de remada um pouco mais vigorosa do que o normal consegui alcançar a Tiane e o Fernando, que haviam se distanciado enquanto eu saía da praia no Retiro dos Padres e passava a arrebentação. Nosso grupo estava bastante disperso e mal dava para enxergar quem estava mais à frente, já iniciando a travessia por mar aberto.
Fernando, Tiane e eu estávamos remando juntos quando Germano se juntou a nós, enquanto Jair e Alvares seguiam mais perto das pedras e Márcio e Otávio, no caiaque duplo, seguiam bem à frente.
Com o balanço confuso provocado pela reflexão das ondas no costão comecei a ficar mareado e aumentei um pouco o ritmo em direção à praia para passar logo pela zona mais turbulenta e com essa atitude fiquei separado do pequeno grupo formado por Germano, Fernando e Tiane. Acabei passando bem ao largo de Quatro Ilhas e quando cheguei nas águas mais ordenadas já perto da praia de Mariscal fiz meia volta para acompanhar a remada dos amigos que estavam mais para trás, enquanto Márcio e Otávio seguiam adiante.



Mal conseguia avistar Fernando, Germano e Tiane quando estavam na crista das ondulações e quando me senti um pouco melhor do enjôo tratei de remar em direção a um ponto em que tornaria a encontrá-los, bem mais para dentro do mar do que na posição em que me encontrava [por favor veja nas imagens do Google Earth abaixo]. Somente quando os encontrei fiquei sabendo que Germano estava remando sem leme (que havia quebrado) e que Fernando havia ficado bem mareado e por pouco não havia vomitado. Tiane me disse que também estava se sentindo enjoada por causa da ondulação. Voltamos a remar juntos, seguindo ao largo de Mariscal, e acabamos por encontrar Jair e Alvares. Encontramos também um senhor em um caiaque sit-on-top que deu algumas informações tranquilizadoras sobre o trajeto entre Mariscal e Zimbros, onde haveria um trecho bastante exposto voltado ao Sul e ao mar aberto.

[Trajetos e legendas sobre imagem do Google Earth]
Comparação entre o trajeto planejado/sugerido (linha branca) e o percurso realizado (linha amarela).

[Trajetos sobre imagem do Google Earth]

Decidimos seguir até a última praia (Conceição), que parecia ser mais abrigada e bastante simpática, protegida por uma pequena ponta de pedras. Quando já estávamos bem perto avistamos Márcio e Otávio agitando os remos na beira da praia.





A chegada na praia foi bem tranquila.

Friday, February 17, 2012

Remando para Bombas, Praia do Ribeiro, Bombinhas e Sepultura.


Nossa primeira travessia em mar aberto foi com bastante emoção, por ser um ambiente diferente do que estamos acostumados. A grande ondulação que viajava vinda do Sul, originada pela frente fria, encontrava a barreira formada pelas pedras do costão e por ela era refletida, gerando uma ondulação secundária. Quanto mais perto do costão, mais sentíamos esse efeito.
Entrando na Enseada das Bombas, passamos a remar em águas mais abrigadas e a ondulação foi diminuindo pouco a pouco. Passamos ao largo de Bombas e rumamos para a pequena Praia do Ribeiro, onde aproveitei para remar por entre as pedras, admirando a água transparente.







Na Praia do Ribeiro tratamos de nos reagrupar, pois remávamos bastante dispersos. Alguém comentou que estava na hora de começarmos a pensar sobre o local para acampamento e até mesmo acampar naquela praia foi cogitado, mas por se tratar de uma minúscula praia entre Bombas e Bombinhas, foi descartada. Resolvemos seguir para a pequena praia Sepultura, pouco adiante da praia de Bombinhas.


Chegando na Sepultura, deparamo-nos com uma multidão tomando conta de cada centímetro da praia e da água próxima a ela... Não havia nem espaço para aportar!

[Foto de Tiane]

A falta de opções para acampamento originou dúvida e desorganização no grupo e naquele momento deveríamos ter nos agrupado para definirmos uma linha de ação. Uma alternativa seria seguirmos um pouco adiante até Retiro dos Padres, onde havia camping, mas essa opção não era do conhecimento de todos (e muito menos consenso, pois teríamos que atravessar mais um trecho de mar exposto e não se sabia a respeito das condições das ondas na praia, espremida entre dois costões).
Jair e Alvares foram se afastando da praia, remando na direção da Ponta da Sepultura, enquanto o restante do grupo estava desorganizado. Tiane comentou que deveríamos nos reunir para decidir o que fazer e logo em seguida ouvíamos alguém comentar que segundo Jair e Alvares, seria uma remada fácil; com o grupo ainda disperso e ainda em clima de indecisão, Otávio, que estava remando no caiaque duplo com Márcio, anunciou: -"Vamos lá, vamos lá!!!" - e assim começaram a remar na direção da ponta para onde iam Jair e Alvares e foram seguidos pelos demais.
A ondulação estava bem menor do que aquela que havíamos encontrado na travessia da Ponta de Porto Belo, mas mesmo assim mantivemos uma distância respeitável das ondas que estouravam no costão. Em pouco tempo podíamos vislumbrar a entrada para o Retiro dos Padres, mas se seguíssemos diretamente para lá seríamos colhidos pelas ondas que quebravam vez por outra em cima de lajes submersas...



[Trajetos e legendas sobre imagem do Google Earth]
Comparação entre o trajeto planejado/sugerido (linha amarela) e o percurso realizado (linha vermelha) - percurso realizado por mim e registrado pelo gps levado no caiaque.

Wednesday, September 22, 2010

Remada em Bombas e Bombinhas - Santa Catarina


Pequena remada para conhecer um pouco das praias de Bombas e Bombinhas, nas proximidades de Porto Belo, em Santa Catarina. Tempo excelente e vento do Sudeste.

[Fotografia de Tiane]

Inicialmente saímos em direção à esquerda, logo sentindo o efeito do vento. Perto da praia a água estava completamente parada, mas um pouco mais adiante as rajadas chegavam a desequilibrar o caiaque. Seguimos em direção ao costão de pedras à esquerda de Bombas; Tiane estava se sentindo desconfortável com a aproximação das pedras, então optamos por fazer meia volta e rumar para o outro lado da praia, remando contra o vento.

[Imagem capturada de vídeo]
Seguindo em direção ao costão à esquerda de Bombas...

[Imagem capturada de vídeo]
... e na direção oposta, contra o vento.

De novo em águas abrigadas antes de seguir para Bombinhas

Passamos novamente pelas águas abrigadas do canto da praia de Bombas e remamos bem próximos das pedras que separam Bombas e Bombinhas. Em Bombinhas remamos bem próximos à praia, quase sem ondas.

Bombinhas

A cor da água era indescritível, oscilando entre azul esverdeado e verde azulado...

Remamos acompanhando a orla em direção a uma pequena praia na extrema direita de Bombinhas. Passamos por uma região onde as pedras submersas pareciam tão próximas que os caiaques bateriam nelas. Na realidade, estavam bem abaixo da superfície da água transparente!


Tiane chegando na prainha

Ao fundo: à esquerda, Bombinhas; à direita, Bombas.

Desembarcamos na belíssima prainha de areias brancas e subimos uma pequena encosta para ver o que havia do outro lado:

Do outro lado da prainha onde paramos...
... havia um costão de pedras...
... e vento soprando sem obstáculos.

Que água!!!

A pequena praia onde desembarcamos

- "Temos mesmo que voltar???"


Após a parada na praia de areias brancas e água transparente, reembarcamos nos caiaques e fizemos um rumo mais direto para a ponta de pedras que separa Bombas de Bombinhas, afastando-nos da praia. As rajadas estavam fortes e desequilibravam bastante, vindas do través de bombordo. Passei bem perto das pedras, aproveitando esse tipo de remada incomum para mim. Em Bombas aproveitei para brincar um pouco nas pequenas mas bem formadas ondas. Foi uma remada relativamente curta em um local deslumbrante, deixando a sensação de "quero mais"!!!

[Fotografia de Tiane]

[Fotografia de Tiane]

[Ampliação de fotografia de Tiane]

[Legendas sobre imagem de Google Earth]
Localização geral em relação à Ilha de Santa Catarina

[Legendas e trajeto sobre imagem de Google Earth]
[Trajeto e legendas sobre imagem de Google Earth]
O percurso realizado

Informações disponibilizadas pelo gps:

Distância remada: 8,77 km;
Tempo remado: 1 h 36 min 40 s;
Velocidade média: 5,4 km/h;
Velocidade máxima: 16,4 km/h;
Tempo parado: 39 min 17 s;
Média geral: 3,8 km/h.

Para ver uma interessante postagem do Walter Hasenack sobre como era essa região há 26 anos, por favor clique em http://walterhasenack.blogspot.com/2010/09/quatro-ilhas-1984.html

Outra postagem sobre a prainha entre Bombas e Bombinhas está em http://walterhasenack.blogspot.com/2010/10/prainha.html