Uhúúúúú!!!
Foi uma remada exitosa, sem dúvida!!! A remada pelo Delta do Rio Camaquã tinha tudo para dar certo: boas companhias, um planejamento - realizado pelo Trieste - exemplar, uma bela região para conhecer e, como bônus, a bela, luminosa e próxima Lua...!
Na véspera da remada pernoitamos no hotel Molon, no km 390 da BR 116, em Camaquã, assim no primeiro dia de remada estávamos desde cedo a caminho do ponto de saída, percorrendo estradas de chão pelo interior do município. Guiados pelo casal de novos amigos Seu Pedro e Dona Vera, lá fomos nós em direção ao ponto de saída:
Vídeo: seguindo Seu Pedro até o ponto de saída
Arrumando caiaques e tralhas na barranca do rio
Andamos bastante até chegarmos nas proximidades da vila Pacheca, por onde eu já havia passado de bicicleta durante a Volta da Laguna dos Patos.
Um pouco adiante da Pacheca entramos em uma fazenda onde ficariam os carros e tratamos de descarregar tudo perto da barranca do rio.
Os caiaques não cabiam todos no exíguo espaço de acesso para a água, de maneira que fomos nos organizando para colocar todas as tralhas nos caiaques e acessar o rio. Depois de algum tempo, começávamos a remar:
Vídeo: início da remada
Foi a primeira vez em que utilizei o remo groenlandês em uma remada um pouco mais longa do que um simples teste. Gostei muito do remo de carbono, um presente recebido do mestre Eiichi Ito durante o Primer Simposio de Qajaq Artico realizado em Valle María, na Argentina.
Maria Helena e Trieste
Dona Vera e Seu Pedro
Leonardo Maciel
Hélio
O rio Camaquã corria suave e tranquilo por entre a mata. Percorremos um bom trecho preservado que, de acordo com o Seu Pedro (profundo conhecedor da região), corresponde a uma reserva indígena guarani.
Pausa
Fezes de capivara?
A remada seguia tranquila e o ritmo era de contemplação. Aproveitávamos a leve correnteza favorável e remávamos apreciando as margens e os peixes saltando de vez em quando. Paramos pela segunda vez em um local de encontro das águas, uma ligação entre braços do rio Camaquã. Muito interessante, pois como o nível do rio estava baixo, seguimos a pé para observar a região:
Após a pequena excursão, retornamos aos caiaques, seguindo rumo ao canal do Cortado. Esse pequeno e estreito canal liga o rio Camaquã ao arroio Barretos:
Vídeo: canal do Cortado
Chegando ao arroio Barretos, fizemos mais uma pausa, nas proximidades de uma ponte pênsil, para o almoço.
Pausa para almoço
Depois do almoço, descemos o arroio Barretos até sua foz na Lagoa (ou laguna) dos Patos:
Vídeo: arroio Barretos
Chegando na Lagoa dos Patos, tratamos de encontrar um belo local para o acampamento, com vista para o nascer da lua cheia sobre as águas da lagoa:
Proximidades do acampamento
Vista do acampamento
Local do acampamento
Brincadeiras com a Lua...
Observamos o belo espetáculo da Lua, que estava bem próxima da Terra. O entardecer estava muito bonito. À noite confraternizamos no acampamento, comemorando com vinho o ótimo dia de remada.
Informações disponibilizadas pelo gps:
Distância remada: 29,79 km;
Tempo remado: 5 h;
Velocidade média: 5,9 km/h;
Velocidade máxima: 9,8 km/h;
Tempo parado: 1 h 51 min 48 s;
Velocidade média geral: 4,3 km/h.
No dia seguinte, acordamos cedo para apreciar as cores da alvorada.
De um lado, o Sol nascendo...
... e do outro, a Lua sumindo...
Sem muita pressa, pouco a pouco fomos arrumando as tralhas para o café da manhã e desmontando o acampamento, cuidando para não deixar nada além de marcas na areia.
O dia estava belo e calmo, tranquilizando quem estava preocupado em remar na lagoa. E lá fomos nós, percorrendo o Delta do Camaquã e aproveitando a limpidez das águas nessa bela região.
Vídeo: águas limpas!
Fizemos algumas paradas no delta, que realmente é espetacular, com vários canais de ligação entre o rio Camaquã e a Lagoa dos Patos. Um bom motivo para retornar e explorar os meandros com calma.
Em nossa parada para almoço, já a caminho do final da jornada, ficamos admirados com a quantidade de lambaris que apareceram para comer as migalhas de pão:
Vídeo: lambaris no rio Camaquã
Depois do almoço o tempo foi fechando à medida em que nos aproximávamos da balsa, Camaquã acima.
Chegada no ponto de desembarque da balsa
Enquanto era providenciada a logística de retorno dos carros, aproveitei o tempo para atravessar o rio e ver a balsa de perto, conhecendo mais um pouquinho do local.
Mais uma bela remada por esses rincões do Rio Grande, ainda tão desconhecidos...
Uhúúú!!!
Informações disponibilizadas pelo gps:
Distância remada no dia: 18,09 km;
Tempo remado: 3 h 22 min;
Velocidade média: 5,4 km/h;
Velocidade máxima: 9 km/h;
Tempo parado: 2 h 31 min;
Velocidade média geral: 3,1 km/h;
Distância total remada: 47,88 km.
[Trajetos e legendas sobre imagem do Google Earth]
O percurso remado num contexto amplo
[Trajetos e legendas sobre imagem do Google Earth]
Todo o percurso remado
[Trajetos e legenda sobre imagem do Google Earth]
Percurso remado no primeiro dia
[Trajeto e legendas sobre imagem do Google Earth]
Pacheca e o local de saída
[Trajeto e legendas sobre imagem do Google Earth]
Canal do Cortado
[Trajetos e legenda sobre imagem do Google Earth]
Percurso remado no segundo dia
[Trajeto e legendas sobre imagem do Google Earth]
Balsa












