Showing posts with label SOF. Show all posts
Showing posts with label SOF. Show all posts

Wednesday, January 02, 2013

Primeira remada de 2013


O primeiro dia do ano amanheceu meio sonolento, parecia estar de ressaca... A cidade vazia, as nuvens de chuvisqueiro que ora se transformava em chuva, um friozinho fora de época e vento soprando do Sul.
Nada muito animador para cair na água, mas... :)

Tiane e Tombinho me levaram ao Gasômetro, escolhido como ponto de partida. Já estava tarde, eram quase quatro horas, então a remada não seria muito longa. Imaginei um trajeto seguindo perto da costa até Ipanema, algo em torno de três horas de remada, considerando as condições não muito favoráveis.

 Saindo do Gasômetro

No Gasômetro operários desmontavam a estrutura de um palco usado para os shows da virada e a margem estava repleta de lixo, tanto na grama quanto na beira da água. Na grama, garrafas de bebida quebradas, copos plásticos... na margem do rio, todo o tipo de lixo imaginável... lamentável!

 [Foto de Tiane]

[Foto de Tiane]

Com ondulação e vento contrários, segui para o Sul. Pouco a pouco o Black Jack, propulsionado pelo remo groenlandês, foi deixando o Gasômetro para trás.


[Trajeto e legenda sobre imagem do Google Earth]

[Foto de Tiane]

Pouco antes de passar pelo museu Iberê Camargo, cruzei pelos faroletes que ficam em mangrulhos bem perto da margem, um local por onde passa o canal de navegação.

 Mangrulhos sinalizando o canal de navegação

Mais adiante passei pela área do antigo Estaleiro Só, encontrando um pescador no cais. Ele me advertiu para tomar cuidado, pois dali para frente "a coisa fica feia"...!

Estaleiro Só

Perto do estaleiro fui para a margem no local que servirá como ponto de embarque e desembarque para uma nova estação do catamarã de passageiros. O trapiche fica bem em frente ao Barra Shopping Sul. Ao lado dele parei para retirar a água acumulada no caiaque.

[Trajeto e legenda sobre imagem do Google Earth]

Foi uma parada rápida, logo em seguida eu estava passando pelo Iate Clube Guaíba e pelo Veleiros do Sul.

 Iate Clube Guaíba

 Veleiros do Sul

No Veleiros passei bem ao lado do maxi boat Congere, um veleiro construído para regatas de volta ao mundo que naufragou na costa gaúcha e que foi resgatado e posteriormente restaurado.

Maxi veleiro Congere

Na proa, lááá no horizonte, a Chaminé do Gasômetro.

[Trajeto e legendas sobre imagem do Google Earth]

Construções na beira da água

Após o Veleiros cruzei por uma área onde as construções avançaram rio adentro, praticamente suspensas sobre a água. Em seguida existem os clubes Sava e mais adiante Jangadeiros, que inclusive tem parte de sua sede em uma ilha. No Sava parei novamente para retirar a água acumulada no caiaque e aproveitei para tomar água. Um senhor se aproximou para conversar e expliquei-lhe sobre o caiaque e o remo (que despertou sua curiosidade). Retornando para a remada, mais adiante passei debaixo da ponte que liga a ilha à sede do Jangadeiros no continente.

 Sava

 Pedras

 Jangadeiros



 Passando pela ponte


Depois dos Jangadeiros cruzei pela área mais tumultuada da remada, a Ponta dos Cachimbos. Essa ponta é cheia de pedras aflorando a superfície da água e bem próximo dali existe uma área com maior profundidade, o que propicia condições favoráveis para um aumento no tamanho das ondas. A costa rochosa também contribui para a agitação das águas, tendo em conta a reflexão da ondulação pela margem.

 Pedras



[Trajeto e legendas sobre imagem do Google Earth]

Contornando a Ponta dos Cachimbos, nas proximidades da Raia 1 (guarderia de windsurf) parei novamente na margem para retirar água do caiaque e me hidratar mais um pouco. A partir dali só faltava contornar o Morro do Sabiá e logo em seguida estaria em Ipanema.



 Mais pedras

 Ao longe a Ponta Grossa

 Chegando em Ipanema

Cheguei em Ipanema um pouco antes das sete horas da noite - o que significa dia claro com o horário de Verão. Tiane e Tombinho já estavam a caminho quando telefonei, de modo que nem precisei esperar muito tempo após sair da água. Foi uma bela saída, apesar da sujeira encontrada no caminho; as ondas e o vento contrários serviram para temperar a primeira remada do ano 2013, uma remada com cara de treino.

Feliz 2013 - Uhúúúúú!!!

Informações disponibilizadas pelo gps:

Distância remada: 16,21 km;
Tempo remado: 2 h 37 min;
Velocidade média: 6,2 km/h;
Velocidade máxima: 10,1 km/h;
Tempo parado: 19 min 7 s;
Velocidade média geral: 5,5 km/h.

 [Trajeto e legendas sobre imagem do Google Earth]

[Trajeto e legendas sobre imagem do Google Earth]


Monday, December 10, 2012

Manutenção do qajaq


Meu caiaque Black Jack é um SOF - skin-on-frame - feito de madeira e tecido costurado, de acordo com a técnica tradicional groenlandesa. A manutenção basicamente consiste em repintar o fundo com tinta a óleo para assim manter a impermeabilidade e assegurar uma resistência adicional ao desgaste.



Wednesday, May 02, 2012

Flutua!

[Todas as fotografias de Tiane] 

Por casualidade, no dia mais frio do ano (até agora) coloquei o qajaq SOF (skin on frame) pela primeira vez na água. A curiosidade era muito grande, pois eu não fazia ideia de como ficaria, se ele ficaria equilibrado, se a proa ou a popa não ficariam desproporcionais, se eu conseguiria realmente entrar no caiaque, se ficaria tão instável que eu não conseguiria permanecer dentro dele, se eu conseguiria sair do caiaque quando fosse necessário... Uma lista de "se"!!!


Primeiro coloquei na água, verificando que flutuava adequadamente. As linhas delgadas desse tipo de caiaque são realmente bonitas! E que rocker! Bem, sou meio suspeito, mas achei o caiaque lindão! :)
Na realidade gostaria que o preto da tinta a óleo fosse fosco e não brilhante, mas o vendedor me garantiu que não existe tinta a óleo fosca.
O próximo passo foi ver quão instável ele tinha ficado e para isso era preciso enfrentar o friozinho:




Até que não ficou tãããão instável! Imaginei que seria como na primeira vez em que me aventurei num K-1, quando capotei quase que imediatamente ao largar a borda do trapiche, mas não, realmente não senti tanta instabilidade - talvez somente um pouco mais instável do que o ilegal! (modelo Franky, da Weir).
O mais difícil foi conseguir vestir o caiaque, pois realmente ficou apertado!!! Mas, com toda a plateia observando, eu não podia fazer feio:


Testei também um protótipo de akuilisaq (saia) que costurei com parte do nylon que havia sobrado durante a confecção do caiaque, só para conseguir adernar um pouco o caiaque.



Bem, o primeiro teste básico foi feito. Não cheguei a arriscar uma capotagem, pois a água estava realmente bem fria e eu estava com receio de precisar da ajuda da Tiane caso não conseguisse sair rapidamente. Melhor deixar para a próxima oportunidade.
Ainda falta escolher o nome. Alguma sugestão??? Depois, em breve, fazer a inauguração em "águas de verdade"!!!




Quem sabe...???