Friday, August 17, 2007

Reencontrando a Toca dos Bugres - Linha Imperial, Nova Petrópolis - RS

Durante a realização do projeto Caminhando Nova Petrópolis percorremos grande parte do município caminhando. Uma vez por mês era feita uma caminhada aberta ao público e muito bem organizada. Um desses roteiros era a caminhada para a Toca dos Bugres, apelido dado a uma pequena reentrância em uma rocha ao lado da qual havia uma pequena cascata. Alguns anos depois, em 21 de junho de 2007, para comemorar o solstício de inverno, convidei o amigo Renatinho para tentarmos reencontrar o local. O Renatinho, como sempre, aceitou o convite prontamente. Iniciamos a jornada saindo da Linha Imperial, interior de Nova Petrópolis. Seguimos em direção ao Morro da Fome (Hungerberg).

No caminho pode-se avistar, ao longe, o Monte Mallakoff (fotografia acima) e algumas paisagens interessantes do interior de Nova Petrópolis que aparecem nas fotografias abaixo.

Quase chegando no topo do morro, seguimos em direção às antenas e, alguns metros adiante, chegávamos ao ponto culminante do Hungerberg - 820 metros de altitude.

Retornamos à estrada para continuar rumo ao nosso objetivo do dia, pois ainda teríamos muito trabalho para encontrá-lo...

Depois de anos sem uso, a pequena trilha de acesso no meio do mato simplesmente desapareceu!

Embrenhados no mato para encontrar um pequeno córrego, encontramos fungos, bastante calor (apesar do inverno!) e antigos arames farpados de cerca...



















Depois de bastante procura, finalmente o córrego foi encontrado, o que facilitou muito o deslocamento entre as árvores. Finalmente estávamos chegando na parte superior da parede.
Tratando de agilizar a descida, instalei a corda dupla para puxá-la quando terminássemos a descida. Com bastante cuidado, por causa da umidade sobre as pedras, Renatinho foi o primeiro a descer.




















Quando chegou minha vez de descer, já começava a escurecer. Chegando na parte de baixo da Toca dos Bugres, a vegetação diminuía ainda mais a luz disponível, deixando a sessão de fotografias específicas da Toca para uma próxima oportunidade, pois ainda era preciso descer um longo trecho no meio da mata.












Retornamos pela estrada de acesso ao Pinhal Alto já noite adentro, iluminando o caminho com a lanterna de cabeça, já com vontade de voltar para rever a Toca dos Bugres com luz do sol...


Wednesday, August 15, 2007

Pedalada de Linha Imperial a Caxias do Sul - retorno do Canyon Macuco - 4 de junho de 2007


Na segunda-feira, dia 4 de junho, o dia estava perfeito para pedalar. Temperatura amena, sol, ausência de vento. Os primeiros quilômetros, de Linha Imperial a Nova Petrópolis, com uma subida para aquecer; de Nova Petrópolis ao vale do rio Caí (foto acima), uma longa descida de dez quilômetros por entre os plátanos. Para completar, a bicicleta foi aliviada de boa parte da bagagem. Um excelente encerramento de passeio ao Canyon Macuco!!!

Os dados registrados pelo ciclocomputador foram os seguintes:


Distância pedalada no dia: 43,99 km;


Velocidade média: 16,9 km/h;


Velocidade máxima: 65,6 km/h;


Estimativa calórica: 893,8 kcal;


Tempo pedalado: 2 h 35 min e 38 segundos;


Odômetro total: 244,3 km;


Distância total pedalada: 199,94 km.


Acampamento no Canyon Macuco - 1, 2 e 3 de junho de 2007

Na primeira noite de acampamento (sexta-feira, dia primeiro de junho) conseguimos fazer uma bela fogueira, mesmo debaixo de chuva, dando uma animada no astral dos encharcados. Além disso, lingüiça, queijo e pão assados na fogueira sempre caem muito bem, especialmente quando o frio começa a bater...


No sábado (dia 2 de junho) o dia amanheceu prometendo mudança no clima, o que realmente aconteceu ao longo do dia: muito vento, frio e o aparecimento do sol, o que permitiu a secagem dos equipamentos molhados. Durante a manhã descemos um pequeno trecho da encosta do canyon por dentro de mato e taquarinhas. Terreno íngreme e bastante solto - às vezes parecia que toda a encosta estava prestes a desbarrancar e que iríamos parar no fundo do canyon! Uma pequena amostra para quem, como eu, nunca atravessou (desceu) um canyon. Ficou a vontade de começar a preparação física para a primeira travessia, quem sabe no próximo verão!

Voltando ao acampamento, almoçamos e saímos para conhecer a boca da serra e seguimos em direção ao Canyon Fortaleza. Após a "descoberta" de uma cascata bastante interessante, bem na borda entre o alto da serra e a planície litorânea, fomos agraciados por uma estonteante visão dos contrafortes do Fortaleza:


De volta ao acampamento, novamente ativamos a fogueira, agora com muito mais frio e muito, mas muito mais vento.

O vento soprou forte durante toda a noite e a localização privilegiada das barracas se mostrou eficiente. Em campo aberto teríamos saído voando com barracas e tudo o mais!

O domingo (dia 3 de junho) amanheceu com a mesma ventania e um sol um pouco mais tímido. Tomamos café da manhã e desmontamos acampamento, colocando os equipamentos nas mochilas. O pouco lixo gerado foi obviamente transportado de volta. Nossa passagem pelo local só ficaria registrada por uns poucos dias, pois a grama amassada logo voltaria a crescer em direção à luz e os sinais de fogo seriam desfeitos após a primeira chuva, não muito distante...


Deixamos o canyon com a vontade de voltar para conhecê-lo melhor, quem sabe seguir o seu curso rumo ao litoral...

O valente Corcel nos levou a Tainhas, onde paramos para almoçar. De lá seguimos a Linha Imperial, onde nos separamos: Evânder retornou a Viamão e eu fiquei na casa dos meus pais, pois no dia seguinte pedalaria de volta para Caxias do Sul.


Tuesday, June 26, 2007

Pedalada de Caxias do Sul a Tainhas / Canyon Macuco no final de maio e início de junho - Continuação

01/06/2007

Seis e quarenta e oito da manha...
Pingos na barraca...
Começou a chover...
Fiquei na dúvida - ficar mais um pouco "na cama" ou levantar antes da chuva apertar, levantar acampamento, guardar tudo, empurrar a bicicleta para atravessar a lomba que me separa da estrada e seguir viagem...
Melhor seguir viagem!

Comecei a pedalar às oito e vinte e cinco rumo a Tainhas. Felizmente a chuva deu uma trégua, apesar do céu carregado. Parei logo em seguida, alguns quilômetros depois, no Café Tainhas - obviamente para tomar um café e comer um pastel. Seguindo viagem, pouco adiante do trevo (entre a Rota do Sol e a estrada que vai a Cambará do Sul) o Evânder e seu Corcel me encontraram. Que alívio!!! Já não gosto de pedalar quando ameaça temporal, com peso extra, então...
Evânder tentou dar uma volta com a bicicleta, mas estranhou bastante o peso. Colocamos as tralhas dentro do Corcel, no banco traseiro, e a bicicleta atrás, no porta-bike e seguimos viagem, tomando um delicioso café preto. Passamos por Cambará do Sul, onde compramos mais alguns mantimentos em um mercado e seguimos pela estrada de chão batido, entrando logo adiante em uma estrada menor ainda, bastante esburacada em alguns trechos. Mas, como não tínhamos pressa, fomos devagar, conversando.






Passamos por uma bela cachoeira, que paramos para observar. A paisagem dessa região dos Campos de Cima da Serra é realmente muito bonita, mesmo com tempo chuvoso.




Chegando nas proximidades do Canyon Macuco - também conhecido pelo nome Canyon das Bonecas, devido a uma formação rochosa que se vê quando se está na parte baixa - separamos o material que julgamos necessário, colocando-o nas mochilas, e seguimos campo adentro, a pé. Não precisamos andar muito, pois o local de acampamento era próximo. Nessa altura dos acontecimentos começou a chover, então tratamos de montar as barracas para colocar as coisas dentro. Acampamento montado, fomos buscar água em um córrego das redondezas e preparamos um chimarrão. De térmica e cuia na mão, saímos para dar uma olhada no canyon. Que beleza estar em um lugar tão fantástico, mesmo com a insistente chuva e algum vento, muito melhor do que estar num sofá em frente à televisão, nem vendo a vida passar...

Dados do ciclocomputador:
Odo (saída do acampamento na estrada): 185,9 km
Dst (pedalada no dia): 14,35 km
Av (velocidade média): 17,7 km/h
Mx (velocidade máxima): 43,0 km/h
Cal (estimativa calórica): 194,7 kcal
Tm (tempo pedalado): 48 minutos e 23 segundos
Odo (encontro com Evânder na estrada): 200,3 km

Distância total acumulada: 155,95 km

Friday, June 22, 2007

Pedalada de Caxias do Sul a Tainhas / Canyon Macuco no final de maio e início de junho

30/05/2007



Quarta-feira, dia 30 de maio de 2007, pedalada de Caxias do Sul a Linha Imperial, em Nova Petrópolis. Saída às 15 horas com breve parada para calibrar os pneus (70 libras). Tempo nublado com algumas nuvens mais baixas encobrindo o topo dos morros mais altos. Temperatura provavelmente abaixo de 10 graus Celsius.



Ao cruzar o rio Caí (foto acima) entrei em Nova Petrópolis, enfrentando os 10 quilômetros de subida até o centro da cidade. Nove quilômetros (e mais uma subida, a do Morro Korb) adiante, cheguei em Linha Imperial.

Dados do ciclocomputador:

  • Odo (saída de Caxias do Sul): 44,3 km

  • Dst (pedalada no dia): 44,80 km

  • Av (velocidade média): 16,2 km/h

  • Mx (velocidade máxima): 63,9 km/h

  • Cal (estimativa calórica): 952,9 kcal

  • Tm (tempo pedalado): 2 horas, 45 minutos e 55 segundos

  • Odo (chegada em Linha Imperial): 89,1 km

Em Linha Imperial o termômetro marcava 6 graus Celsius.




31/05/2007


Quinta-feira, dia 31 de maio de 2007, pedalada de Linha Imperial, em Nova Petrópolis, até acampamento na beira da estrada, proximidades de Tainhas. Saída às 9 horas e 3 minutos e primeira parada no mirante de uma malharia em Linha Araripe, Nova Petrópolis (foto acima). Ao subir o Carazal (já município de Gramado, após passar pelo posto de pedágio), não agüentei o peso da carga e tive que empurrar a bicicleta. Cheguei em Gramado por volta das onze e meia da manhã e fiz uma parada para almoçar e tomar um café com leite.




Pouco depois de passar pelo centro de Gramado, parei no mirante do Vale do Quilombo (foto acima) e, alguns quilômetros mais tarde, no centro da cidade de Canela (foto abaixo).


Seguindo pela estrada em direção a São Francisco de Paula, além do peso excessivo, tive que enfrentar vento diagonal vindo do quadrante norte. Registrei na foto abaixo a passagem por uma placa informativa:


Em São Francisco de Paula fui forçado a fazer uma pausa por estar completamente esgotado. Descansei e repus calorias e glicose perdidas. Comprei alguns mantimentos para a noite e água para o início do dia seguinte, prevendo uma parada na beira da estrada para a passagem da noite. Estimei como meta que pedalaria até as cinco e meia da tarde, parando onde fosse possível para montar acampamento ainda com luz do dia.


Às 17 horas e 30 minutos comecei a procurar um local com alguma proteção (e discrição) para acampar e somente por volta das 18 horas encontrei algo satisfatório, uma região bem ao lado da rodovia protegida por uma pequena elevação. Lembrei-me de não parar muito próximo de alguma placa de trânsito, pois inúmeras placas pelas quais havia passado durante o dia apresentavam perfurações de disparos de arma de fogo. Seria o cúmulo do azar ser atingido por uma "bala perdida" justamente em uma viagem de bicicleta, bem longe dos grandes centros urbanos...

Montei acampamento e registrei os dados do ciclocomputador:

  • Dst (pedalada no dia): 96,80 km

  • Av (velocidade média): 15,3 km/h

  • Mx (velocidade máxima): 53,5 km/h

  • Cal (estimativa calórica): 1326,8 kcal

  • Tm (tempo pedalado): 6 horas, 17 minutos e 17 segundos

  • Odo (chegada no acampamento): 185,9 km