Monday, April 28, 2008

Descida de caiaque pelo rio Caí

Fazia algum tempo que eu pretendia realizar uma descida de caiaque pelo rio Caí, na Serra Gaúcha. Pois no dia 23 de abril pela manhã arrumei o equipamento que pretendia utilizar e organizei a maneira de transportá-lo no caiaque oceânico, que dispõe de compartimentos dianteiro e traseiro, além de um deck bag com proteção contra respingos e um saco estanque.


O pai me acompanhou até a ponte sobre o rio Caí (divisa entre Nova Petrópolis e Caxias do Sul - BR 116) e retornou após a partida com a Parati a Linha Imperial.


Acima, o aceno do pai na saída, por volta das 15 h do dia 23 de abril de 2008; abaixo, primeira visão desde o caiaque - na primeira pequena corredeira é visível a pouca profundidade.



Na fotografia acima, uma pequena gruta na margem direita do rio, nas proximidades do hotel fazenda. Em uma descida anterior já estivéramos no interior dessa formação (de caiaque!) e jamais imaginávamos que o teto poderia ruir de tal forma...

O rio Caí alterna trechos onde a navegação é tranqüila (acima) com outros trechos bastante rasos (abaixo), sem condições de travessia a remo...


... onde é necessário rebocar o caiaque.




No final da tarde tratei de procurar um local para acampamento, que começou a ser montado às seis horas da tarde. O trajeto percorrido foi de aproximadamente 18 quilômetros.


No início do dia 24 havia nevoeiro nos morros mais próximos...

... mas, pouco a pouco, o sol foi surgindo.





Algumas pegadas intrigantes surgiram nas proximidades do acampamento. Pude identificar quatro dedos em uma pegada quase do tamanho de minha mão e impressa com grande profundidade (o que significaria, talvez, um animal de grande porte).




Acima, os últimos resquícios de nevoeiro. Abaixo, aproximação de Vale Real.



Acima e abaixo, duas visões das pequenas corredeiras no caminho.



Várias pontes e paredões de pedra foram comuns nessa pequena excursão.






A cidade de Feliz vista do rio Caí.


Mais um trecho onde a navegação foi prejudicada pelo baixo nível da água.



Acima, ponte da rodovia RS 122.


Mais paredões de pedra...

... e águas profundas.

Em alguns locais é preciso tomar cuidado com pequenas armadilhas do percurso que podem causar incomodação (banho involuntário) ou mesmo problemas mais sérios. Na fotografia acima é possível observar o fluxo principal da água se dirigindo para a direita, onde a vegetação forma uma cobertura logo acima do nível da água. O risco de se ficar preso debaixo dos galhos e mesmo entre as raízes das plantas é real e não deve ser subestimado, por isso é importante a observação do trajeto antes de lançar o caiaque em uma região potencialmente perigosa onde a pressão da água sobre a grande superfície do caiaque é muito mais forte do que a força exercida pelo remador.

Belo paredão de arenito!

Ponte (acima) pouco antes da chegada em São Sebastião do Caí (abaixo). Por volta das cinco horas da tarde, após um trajeto total de 60 quilômetros remados pelo rio Caí, aportei em um local parecido com um pequeno porto onde há terreno alto gramado e calçamento. Algumas escadarias de pedra provavelmente eram utilizadas para o acesso ao rio quando o nível da água estava mais alto. Agora parecem monumentos ao desapego e desprezo pelo rio, pois não conduzem a lugar algum.

Quando cheguei a esse lugar solicitei informações a uma pessoa que estava acompanhada por três crianças que brincavam. Perguntando se era possível acampar no local para passar a noite, obtive resposta positiva. Enquanto montava acampamento, porém, fui acompanhado de perto por um sujeito que perguntava freqüentemente se eu não precisava "de nada" e que, se quisesse, poderia conseguir alguma "coisa boa" (referindo-se a drogas e prostituição). Mais tarde, quando fui rapidamente a um pequeno armazém nas proximidades, informaram-me que eu havia escolhido o pior lugar possível para pernoitar, pois a praça em frente ao "portinho" é local de tráfico de drogas e prostituição! Infelizmente a noite já avançava e uma transferência de acampamento ficou inviável. Resultado: noite em claro, vigília absoluta.

Infelizmente a relação do homem com o rio é praticamente inexistente, quando não uma relação de completo desprezo e abandono. A utilização de agrotóxicos em larga escala, o assoreamento causado pela destruição da mata ciliar, a utilização do rio como canal natural para escoamento de dejetos e a absoluta falta de educação e desconhecimento por parte da população estão degradando seriamente os rios, o que é profundamente lamentável.

Fica aqui o registro de indignação e revolta com essa situação.

Conheça melhor o rio que existe perto de você!

Wednesday, March 26, 2008

Acampamento no Canyon Macuco - Páscoa 2008

No feriado da Páscoa de 2008 Egídio, Paulo, Elisabeth e eu fomos a Cambará do Sul com o objetivo de acamparmos no canyon Macuco.
Chegamos com tempo instável mas sem chuva no meio da tarde da sexta-feira santa.
No sábado o sol apareceu pela manhã e pudemos caminhar pela borda norte. Vimos uma lebre (na verdade, o Coelho da Páscoa disfarçado!!!) que foi mais rápida do que o fotógrafo e pude ouvir o ruído dos bugios bem ao longe, na saída do canyon. Ao meio dia o calor incentivou um belo banho de riacho com direiro a caminhada (e natação) até a beira da grande cascata.

Na noite de sexta para sábado foi possível obter algumas imagens interessantes, como a visão da constelação de Orion sobre o acampamento...


... e o Cruzeiro do Sul aparecendo abaixo dos galhos de uma árvore.


A partir da metade da tarde de sábado o tempo tornou-se instável com chuva. Durante a noite choveu com grande intensidade e o domingo de Páscoa teve um gostinho de inverno, com chuvisqueiro e nevoeiro.


Sempre é bom ir para o Macuco!








Wednesday, March 12, 2008

Construindo um reboque para bicicleta - 4

A base de madeira do reboque, construída com compensado naval de 12 mm de espessura, ganhou demãos de verniz e uma pequena placa onde colei um pedaço de material reflexivo vermelho (que havia encontrado na rua, provavelmente descolado de algum caminhão). O eixo foi fixado à base por quatro parafusos de inox com porcas e aruelas de pressão. O cano de alumínio que forma a haste foi recortado, dobrado em 90 graus e soldado, pois não encontrei quem pudesse dobrá-lo. Parece-me que a opção, apesar de não ser o ideal, garantirá a solidez necessária à haste do reboque. Isso os primeiros testes poderão confirmar... Ou não!
A haste ainda não está no comprimento correto e precisa receber a fenda onde será acoplada a "bolinha" (que pode ser vista abaixo juntamente com o modelo que eu havia confeccionado). A esfera e sua base, que é acoplada ao eixo de pressão da roda traseira, também receberam pintura, de modo que estão relativamente melhor protegidas da oxidação. A extremidade que está fixada à base do reboque recebeu um enchimento de madeira que evita a deformação do cano quando os três parafusos de fixação são apertados. Quando os parafusos de inox definitivos forem colocados a haste será também colada à base de madeira com araldite, de forma a aumentar a solidez dessa junção.
Próximas providências: recortar a fenda que receberá a esfera, cortar a extremidade da haste no comprimento correto, encontrar uma solução para a extremidade da haste (para evitar que o cano fique simplesmente aberto na ponta) e fixar a haste com parafusos de inox e cola araldite.
Depois disso, testar a engenhoca!!!