Wednesday, June 11, 2008

Pedalada Viamão - Floripa - Curitiba: parte 3

Morro dos Conventos, 24 de maio de 2008. Toque de despertar no acampamento: 5 h 45 min.
Café da manhã, desmontagem do acampamento, empacotamento das tralhas nos alforjes. Deixamos o camping por volta das 8 horas. Subimos ao morro para fotografar e filmar - graças à filmadora emprestada pelo Ruvan! - a bela paisagem que se descortinava aos pés da elevação. Um belo dia para pedaladas!

Do topo do morro pode-se admirar o encontro do rio com o mar e a planície litorânea, aqui abrigando algumas poucas elevações isoladas. Seguindo o olhar pelo rio em direção ao interior (foto abaixo), percebe-se o local onde acontece a travessia de balsa, para onde pedalaríamos em seguida, utilizando estrada de chão batido até a localidade de Maracajá, onde então retornaríamos para a BR 101.

Deixando o Morro dos Conventos iniciamos a descida e o curto trajeto até a balsa, chegando bem a tempo de embarcar para a travessia. Poucos minutos depois, estávamos na outra margem do rio Araranguá.
Ficamos algum tempo apreciando a bela paisagem do rio Araranguá. Procuramos mais informações sobre o trajeto que teríamos à frente e seguimos pela estrada de terra, passando inicialmente a pedalar ao lado do rio e, posteriormente, nos distanciando dele.
Algumas subidas e descidas sem grande expressão e chegávamos à BR 101. Foi lá que descobri o segredo da espantosa performance do meu colega de viagem: tudo se devia ao doping, como pode ser visto na flagrante fotografia abaixo, onde ele aparece (de óculos escuros, certamente para disfarçar a aparência!) ingerindo a misteriosa substância! Dizem que o efeito é imediato, que vai diretamente da boca para a corrente sangüínea!!!
Brincadeiras à parte, precisávamos nos concentrar na estrada, pois a tranqüilidade da estradinha de terra de interior havia ficado para trás. Tínhamos nos proposto a recuperar terreno, tendo em vista a pequena distância pedalada no dia anterior. Para isso teríamos que superar o intenso tráfego, os trechos em obras e as subidas do caminho...
Paramos no caminho para o almoço. Hora de estender as pernas, relaxar e conferir o trajeto. Passamos por Laguna (abaixo) e resolvemos esticar a pedalada até Imbituba...
... onde chegamos à noite, depois de uma bela pedalada pela areia dura à beira-mar entre Vila Nova e a praia de Imbituba propriamente dita (logo antes do costão de pedras que forma a proteção natural do porto). Paramos em um camping que eu já conhecia onde fomos muito bem recebidos pelo proprietário. Acampamento na grama, banho quente e inclusive uma cozinha com fogão e geladeira para utilizarmos!!! Mais um belo dia de pedalada se passou. Valeu!
Registro do ciclocomputador:
Dst 1 (distância percorrida no dia): 134,97 km;

Dst 2 (distância acumulada): 394,03 km;

Odo (odômetro - registro contínuo de distância): 6024,3 km;

Tm (tempo pedalado): 7 h 07 min 45 s;

Av (velocidade média pedalada): 18,9 km/h;

Mx (velocidade máxima pedalada): 48,0 km/h.

Tuesday, June 10, 2008

Pedalada Viamão - Floripa - Curitiba: parte 2

No dia 23 de maio, após excelente noite de sono e sem precisar armar acampamento, acordamos por volta das 8 horas, tratamos de tomar um belo café da manhã e arrumamos com calma todo o equipamento nos alforjes. Depois do primeiro dia com uma distância considerável percorrida, não tínhamos necessidade de pressa, então saímos da casa de praia em Rondinha somente às 10 h 30 min da manhã.

Enquanto pedalávamos pudemos trocar mais idéias a respeito do roteiro que pretendíamos realizar e optamos por tentar pedalar pela BR 101. A idéia inicial era percorrer o trajeto até Laguna por pequenas estradas de terra que ligam as praias da região, nem sempre muito evidentes quando se analisa as imagens de satélite do Google Earth. Trocando idéias, chegamos à conclusão que o tempo e o esforço gastos para percorrer esse trajeto não valeriam a pena, considerando que o Evânder deveria retornar para estar no trabalho em Porto Alegre na terça-feira, dia 27. Chegando no final da Estrada do Mar, em vez de seguirmos em direção à cidade de Torres, seguimos na direção oposta (Oeste) rumo à temida BR 101. Lá chegando, constatamos que os grandes temores e opiniões altamente negativas realmente não se confirmavam pois, apesar das obras de duplicação e grande fluxo de veículos automotores, poderíamos realizar a viagem de bicicleta com relativa segurança desde que transitássemos com cautela. Evidentemente, como a estrada encontrava-se em obras, passamos por alguns trechos que renderam belas imagens, como as abaixo mostradas.

Em Sombrio paramos para almoçar em um restaurante à margem da rodovia onde também param ônibus freqüentemente. Atacamos o buffet livre! Resultado...



...após o almoço, fizemos uma pausa para a digestão, visto que não tínhamos pressa. Durante as pausas aproveitávamos para alongar e estender as pernas para cima, o que certamente teria despertado a atenção de quem estivesse por perto (ver primeira fotografia desta postagem)! Almoço concluído, seguimos viagem, deixando a BR 101 para seguir por Araranguá rumo a Morro dos Conventos.
A pedalada de Araranguá a Morro dos Conventos foi tranqüila. Em uma parada ganhamos bergamotas de um senhor. A curiosidade foi ver o seu cachorro comê-las também! Nunca havia visto um cão gostar de bergamota...


Chegamos a Morro dos Conventos no final do dia e montamos acampamento no belo (e vazio) camping onde o banho foi muito bem-vindo, seguido de chimarrão e janta.


Registro do ciclocomputador:

Dst 1 (distância percorrida no dia): 94,36 km;

Dst 2 (distância acumulada): 259,05 km;

Odo (odômetro - registro contínuo de distância): 5889,3 km;

Tm (tempo pedalado): 4 h 49 min 37 s;

Av (velocidade média pedalada): 19,6 km/h;

Mx (velocidade máxima pedalada): 38,0 km/h.

Monday, June 09, 2008

Pedalada Viamão - Floripa - Curitiba: parte 1


Desde a época dos bancos escolares da Escola de Educação Física da UFRGS meu colega Evânder Franco e eu planejávamos alguma atividade em conjunto. Inicialmente planejáramos a Caminhada Porto Alegre - Floripa: fizemos camisetas para vender e conseguir fundos, organizamos o roteiro e estávamos quase na véspera da saída quando Evânder foi aprovado em um concurso público e teve de deixar o projeto. O resultado foi uma caminhada solitária de quase 500 quilômetros por inúmeras praias que eu não conhecia, a visita de bicicleta à Família Schürmann (que se preparava para o projeto de volta ao mundo reeditando a viagem à vela de Magalhães) em Porto Belo e o retorno, também de bicicleta, a Porto Alegre. Uma bela aventura!
Evânder, atleta nato - corredor e agora um excelente corredor de degraus, tendo inclusive participado em provas importantes no exterior, como a prova de subida do Empire State Building em New York - e amigo desde a faculdade, propôs uma pedalada que, inicialmente, iria até a praia de Palmas, em Governador Celso Ramos, Santa Catarina. Posteriormente o objetivo foi modificado para a praia de Campeche, em Florianópolis, onde mora um casal de amigos de Evânder. A data escolhida englobou o feriado de 22 de maio, Corpus Christi, que foi o dia da partida de Viamão, mais especificamente da casa do Evânder, da Melissa (esposa) e da Anne (filha).

No dia 21, quarta-feira, véspera da partida, organizamos o equipamento espalhado na sala da casa de Evânder e tratamos de guardá-lo nos alforjes e nos sacos estanques. Optei por organizar o meu equipamento dividindo-o entre quatro alforjes (dois dianteiros e dois traseiros) e um saco estanque (onde tradicionalmente coloco o isolante e o saco de dormir e eventualmente alguma roupa). Embora quatro alforjes sejam quase um exagero em termos de volume disponível para transporte de equipamento, considerando-se uma viagem de pequena extensão, permitem um equilíbrio de carga mais efetivo através de sua distribuição na bicicleta.

Na manhã do dia da partida, 22 de maio, a alvorada foi às 5 h 30 min. Tomamos café, terminamos os últimos preparativos e, por volta das 7 h 20 min, estávamos prontos para iniciar a pedalada.Os primeiros quilômetros foram para acessar a RS 040, que nos levaria às pequenas localidades de Águas Claras, Capão da Porteira e Capivari do Sul, onde desviaríamos para Osório. O dia não poderia iniciar melhor: tempo bom, sol e quase ausência de vento, aliados a pouco movimento na rodovia.

Chegando em Capivari do Sul, paramos para tomar refrigerante em um bar à margem da rodovia e aproveitamos para saber mais a respeito do trecho que percorreríamos a seguir. Passaríamos por Passinhos e pela margem da Lagoa dos Barros antes de chegarmos à Estrada do Mar em Osório.
Após a passagem pela pequena localidade de Passinhos, acessamos a bela Lagoa dos Barros para um pequeno lanche, fotografias e filmagem.

Logo após o retorno à rodovia, constatei que o pneu traseiro murchava rapidamente. Retirada a câmara, verifiquei que tratava-se de uma falha na parte interna, provavelmente ocasionada pela baixa qualidade do material - fato agravado por estar muitas vezes acondicionado por meses em local inadequado dentro da loja. Nem tive o trabalho de remendar, foi imediatamente substituída e seguimos viagem em direção aos enormes geradores eólicos nas proximidades de Osório. Na fotografia abaixo pode-se identificar o que parece ser um pequeno objeto próximo à base do gerador - na verdade, trata-se de um automóvel!

No início da Estrada do Mar, paramos para tomar refrigerante e caldo de cana gelado. Havíamos apenas percorrido os primeiros cem quilômetros de pedalada e eu já sentia os primeiros efeitos de uma falta de preparação física adequada. A parada serviu para descanso e para repor as energias. Evânder, em plena forma, sentia-se muito bem e tenho certeza de que poderia ter seguido direto para a praia sem descanso. Obrigado pela compreensão, companheiro!

Na Estrada do Mar seguíamos com uma leve brisa que, algumas vezes, mais do que ajudar, atrapalhava um pouco. Paramos para descansar, tirar fotografias e, logo após passarmos pelo acesso para Curumim (final da Rota do Sol), salvar uma tartaruga que se dirigia para o meio da pista.

Salvando a tartaruga no início da noite...
Pedalamos noite adentro e chegamos em Rondinha depois de rodarmos quase 165 quilômetros. Banho tomado, recuperamos as energias com torradas, café com leite e vinho. E um bom sono!
Registro do ciclocomputador:
Dst 1 (distância percorrida no dia): 164,68 km;
Dst 2 (distância acumulada): 164,68 km;
Odo (odômetro - registro contínuo de distância): 5794,9 km;
Tm (tempo pedalado): 7 h 50 min 31 s;
Av (velocidade média pedalada): 21,0 km/h;
Mx (velocidade máxima pedalada): 51,5 km/h.