Monday, December 01, 2008

Pedalada para Camboriú: Imbituba a Guarda do Embaú - 17/11/08

Imbituba, 17 de novembro. Muito bem instalado no Jangadeiro, nem me preocupei em acordar muito cedo. Fiquei "na cama" até as nove horas da manhã! Levantei, tomei café e fui passear na cidade e na praia.



Uma vida sem amor
é como um jardim sem flor...
É como esperar o trem
que já passou...
Parece às vezes cruel
Parece até invenção
Outros dirão que parece normal
Como jornal, leite e pão
Como jornal, leite e pão
Tangos e Tragédias - A trágica paixão de Marcelo por Roberta









De volta ao acampamento, onde havia deixado algumas coisas arejando, tratei de guardar tudo. Isso já era beeem depois do almoço!
Saindo do Jangadeiro, quase quatro da tarde...

Deixando Imbituba.


De volta à BR 101

No meio do caminho tinha uma subida...
... tinha uma subida no meio do caminho...
Passado o momento poético - e a subida -, vi que no outro lado do morro o tempo não estava lá com melhor humor...
Ainda bem que descobri que a mescla de ciclista com fotógrafo tem suas vantagens. Quando o cansaço chega, é só parar para fotografar!



Ainda não estava chovendo, é suor mesmo!

Descendo...



Depois da descida, continuei pela BR 101 até o acesso para Pinheira e Guarda do Embaú. Que acesso ruim para pedalar!!! O pavimento, extremamente irregular, exigiu uma saída estratégica para as capoeiras, onde de vez em quando havia uma trilha bem estreita. Às vezes barro, às vezes água, às vezes pedra... E, às vezes, terminava a trilha e eu precisava voltar para o "pavimento"...
Com paciência, cheguei à Guarda do Embaú, onde encontraria, finalmente, o amigo André Issi.
André Issi por si próprio mereceria um blog para ser descrito - ou melhor, suas aventuras! Aventuras no sentido próprio da palavra! Ele tem um estilo bem diferente do meu de viajar, mas acho que ambos devemos nos divertir da mesma forma! Aliás, seus relatos são sempre muuuuito divertidos! Resumindo muuuuito, só vou comentar que ele já fez viagens de windcar (o Imortal), de caiaque, de veleiro, de bicicleta, de windsurf...

André Issi tem uma pousada, chamada Maktub. Em árabe, significa "está escrito" (ou algo assim - meu árabe não é fluente!!!). Fui muito bem recebido pelo Brodinho e pela Adriana, sua companheira, bem como pelo Ceará e seu ajudante, que estavam tocando algumas obras para o próximo veraneio. Fui alojado em um confortável apartamento - tentei cuidar pra não sujar muito... - e ainda tivemos tempo de dar uma volta até o rio, bem perto dali.

A aparente tranqüilidade do rio contrastava com as ondas imensas no oceano. Apesar do avançado da hora (oito da noite, céu nublado), consegui captar alguma coisa utilizando o zoom.

Voltando para a pousada, fomos brindados pela excelente janta preparada pela Adriana. Na verdade ela estava treinando para abrir o restaurante da pousada no verão, e nós éramos as cobaias!!! Brincadeirinha, Adriana, estava delicioso! Muito obrigado por tudo, amigos!!!

André, Adriana e eu prontos para atacar!!!

Distância pedalada no dia: 51,12 km;
Distância acumulada: 504,59 km;
Odômetro total: 9483,5 km;
Tempo pedalado no dia: 2 h 44 min 33 s;
Velocidade média pedalada no dia: 18,6 km/h;
Velocidade máxima atingida no dia: 48,0 km/h.

Pedalada para Camboriú: Termas do Gravatal a Imbituba - 16/11/08

Termas do Gravatal, camping, 16 de novembro. O dia amanheceu nublado, com toda a cara de chuva a qualquer instante. Tomei um chimarrão, comi pão com mel e manteiga e arrumei as tralhas para pedalar. Isso lá pelas dez horas da manhã.
Saí sem pressa, passando pela sede da cidade (Gravatal). Minha primeira idéia de roteiro seguia para São Martinho e de lá para São Bonifácio, seguindo então para Águas Mornas e Santo Amaro da Imperatriz. Além de não estar com muita vontade de enfrentar mais subidas pedalando, definitivamente mudei o itinerário quando, ao parar na bifurcação onde a estrada seguia de Gravatal para São Martinho, pude ter uma idéia da quantidade de água que cairia na serra...


Aproveitei a parada para fotografar um bando de maçaricos e segui viagem debaixo de chuvisqueiro, que vez por outra dava uma trégua.

Antes de passar por Tubarão fotografei um contraste interessante...

Pouco antes da uma da tarde cheguei de volta à BR 101, direto em um canteiro de obras...

... mas logo em seguida pedalei por um trecho com duas pistas só para mim!!!
Ainda antes de Laguna pedalei debaixo de chuva forte. Bem forte! Parecia um legítimo aguaceiro de verão. A chuva deu lugar ao chuvisqueiro quando pedalava nas proximidades da ponte.


Em Laguna parei em uma pastelaria ao lado de um restaurante. Que pastéis deliciosos! Foram o meu almoço e lanche da tarde!!! Nesse restaurante veio falar comigo o Torres, reclineiro de Criciúma, que ficou curioso para saber mais a respeito do reboque.
Seguindo viagem, logo depois de passar pela entrada para a cidade de Laguna, avistei um ciclista pedalando em sentido contrário ao meu; aproximando-me mais, constatei que era um cicloturista! Que felicidade, encontrar esse exótico ser, tão ausente nas nossas estradas!

Paramos, cada um no seu lado da estrada, uma vez que seguíamos caminhos opostos - e obviamente sabíamos pedalar em estrada, seguindo pelo bordo da faixa! Fiz as honras da casa, ou melhor, da estrada, e esperei algum tempo para conseguir atravessar, pois o movimento estava intenso. Thiago seguia para a Terra do Fogo e passaria pelo Rio Grande do Sul e pelo Uruguai antes de entrar na Argentina. Sua viagem é contada no site http://www.trilhasulamericana.com.br/


Conversamos um pouco sobre assuntos variados - todos relativos a viagens, itinerários, equipamentos, etc... Chegada a hora, despedimo-nos e cada um seguiu seu rumo. Boa viagem, Thiago!!!
O céu continuava carregado...

BR 101 - estranhamente tranqüila para pedalar...

Pouco antes de chegar a Imbituba acabei entrando em um acesso errado e fiz um passeio que não estava nos planos, mas nada preocupante (nem digno de maiores comentários também). Lá pelas cinco da tarde, chegava em Imbituba.
Em frente à igreja construída com areia e óleo de baleia, um funesto monumento da época em que Imbituba era local de matança de cetáceos...

Quando passo pela igreja de Imbituba o que me vem à mente não é o seu estilo, nem a sua relativa beleza arquitetônica, tampouco o significado espiritual... Fico pensando na época em que a cidade era um centro de caça de baleias...

Quando vou a Imbituba já tenho destino certo para pernoite, e pela qualidade do local e simpático atendimento, faço questão de divulgar o Restaurante e Pousada Jangadeiro (com área para camping). É meu "porto seguro" em Imbituba!
Distância pedalada no dia: 74,80 km;
Distância acumulada: 453,46 km;
Odômetro total: 9432,4 km;
Tempo pedalado no dia: 3 h 39 min 01 s;
Velocidade média pedalada no dia: 20,5 km/h;
Velocidade máxima atingida no dia: 48,5 km/h.