Thursday, May 21, 2009

Pedalada Guarujá - Boiçucanga

Após o café da manhã levamos as bicicletas para a frente do hostel em Guarujá para a foto da saída. Por volta das oito e meia da manhã do dia 18 de abril, um sábado, começamos nossa pedalada pela Costa Verde. Seguimos diretamente para o mar e pedalamos pela Praia da Enseada, pois nossa ideia era aproveitar ao máximo o contato com o litoral e não apenas percorrer uma distância no menor tempo possível.

Quando se planeja realizar um roteiro de bicicleta e não se pretende fazê-lo sozinho é muito importante conversar com os futuros parceiros de pedalada sobre os objetivos da viagem, ou seja, saber o que cada componente espera da empreitada. Quando se reúnem os que pretendem fazer um trajeto no menor tempo possível e os que param para fotografar a água, as flores e o céu a viagem não dá certo. Felizmente Clayton e eu tínhamos objetivos muito semelhantes, tornando a viagem agradável.

Quando estávamos no final do trecho de praia, ainda em Guarujá, Clayton me disse que teria que voltar ao hostel, pois havia esquecido algo. Combinamos que eu ficaria aguardando, sem problemas. Aproveitei para observar a praia e a movimentação ao redor. Começaram a chegar uns tratores bem altos, que logo descobri servirem para entrar no mar rebocando carretas de embarcações (lanchas).
Aproveitei também para fotografar a bicicleta carregada para o início da viagem. Basicamente havia quatro alforjes (dois dianteiros e dois traseiros), um saco estanque e uma bolsa de guidom. Os alforjes dianteiros serviam para transportar os equipamentos de cozinha, comida – é bom salientar que levamos comida demais! – e algumas ferramentas e objetos gerais e para reparos da bicicleta. Nos alforjes traseiros coloquei roupas, chinelos, guia de viagem e material de acampamento. No saco estanque normalmente transporto o tapete isolante, o saco de dormir e uma roupa que estará sempre seca, para dormir. Ao lado do saco estanque, sobre os alforjes traseiros, em um saco de nylon, coloquei as nadadeiras ("pés-de-pato"), respirador ("snorkel") e máscara para mergulho livre. Na bolsa de guidom, equipamento fotográfico, agenda e lapiseira, carteira com documentos e dinheiro, telefone e alguns alimentos para o transcorrer da pedalada (geralmente barras de cereais, chocolate, nozes ou castanhas – dependendo da disponibilidade – e balas). Sobre a bolsa de guidom existe um porta-mapas estanque onde é colocado o mapa com o trajeto planejado para o dia.
Aguardando o Clayton, observei um pequeno barco a remos que se aproximava da areia. Nele estavam um garoto e um adulto. Pareciam ser pai e filho, pois o menino controlava os remos e o homem parecia indicar como proceder. Chegando na fraca arrebentação, o homem desceu do barco e auxiliou o menino, pois a embarcação havia ficado com o bordo à mostra da ondulação – daí o termo "emborcar", ou seja, virar o barco.
Observando a movimentação de carros na avenida, percebi que a saída da praia não era em sua extremidade e, pelo adiantado da hora, decidi seguir na direção em que Clayton viria. Encontramo-nos e achamos o acesso para a estrada por onde seguiríamos.
Passamos pela orla de Perequê, onde havia barcos de pesca, e momentaneamente nos afastamos do litoral, pedalando pela estrada (SP061) que seguia paralelamente ao Canal de Bertioga, uma região bastante interessante de manguezais. Paramos nas proximidades de um trapiche para observar melhor a região e pude constatar, pela presença de inúmeros cardumes, a piscosidade daquelas águas. Algumas garças aproveitavam para garantir a refeição. Uma placa já meio escondida pela vegetação informava que estávamos na "Estrada Parque Serra do Guararu", na Ilha de Santo Amaro e convidava para visitação ao Centro de Educação Ambiental e Estudos do Mangue.

Como estávamos em uma ilha, seguimos para sua extremidade Norte rumo a Bertioga, onde chegamos depois de uma travessia de balsa. Passamos por um forte e pedalamos pela Praia da Enseada, parando para almoçar em Indaiá.
Após o almoço voltamos a pedalar pela praia até São Lourenço, onde percorremos o acesso ao condomínio Riviera de São Lourenço e encontramos pela primeira vez a estrada Rio-Santos (SP055). Estrada em boas condições, com acostamento, bem sinalizada, seguindo entre a Serra do Mar (à esquerda) e o Oceano Atlântico (à direita) por entre remanescentes da mata atlântica.
Na praia chamada Boracéia a estrada se reaproxima do mar, passando pela Juréia, Praia do Engenho e por Barra do Una, onde deixamos momentaneamente a Rio-Santos para pedalarmos mais próximos do litoral, passsando por uma pequena igreja e pela ponte de madeira sobre o rio Una (daí o nome Barra do Una).
Após o rio iniciamos uma subida que rendeu algumas boas imagens da Barra do Una, uma visão dos contrafortes da Serra do Mar e, à frente, Juqueí e algumas ilhas, como a Ilha das Couves.
Tínhamos intenção de chegar em Maresias, mas com várias subidas e descidas e o final do dia se aproximando rapidamente, mudamos os planos. Passamos pela bela Barra do Saí, Camburi e Camburizinho e chegamos já sem sol a Boiçucanga.
Procuramos camping e desistimos do primeiro local, que não apresentava as mínimas condições. Acabamos encontrando um local não muito bom (e bastante caro – R$ 20 por pessoa – considerando a precariedade das instalações!), mas que serviria para apenas um pernoite. Armamos as barracas e após um rápido banho saímos para jantar. No dia seguinte enfrentaríamos a mais íngreme das subidas de toda a viagem...
Dados registrados no ciclocomputador:

Distância pedalada no dia: 95,76 km;
Distância pedalada na viagem: 95,76 km;
Odômetro: 10.331 km;
Tempo efetivamente pedalado no dia: 5 h 28 min 46 s;
Velocidade média da pedalada no dia: 17,4 km/h;
Velocidade máxima da pedalada no dia: 59,5 km/h.

Rumo a Santos/Guarujá: Curitiba - Guarujá


Saímos de Curitiba na manhã do dia 17 de maio com tempo bom. Depois de algumas voltas procurando a estrada, seguimos pela rodovia Régis Bittencourt em direção à fronteira com o estado de São Paulo. Pista duplicada, bem pavimentada e sinalizada e com pedágios muito mais baratos do que no Rio Grande do Sul.

Parada para almoço, abastecimento e limpeza dos vidros em Registro - SP
Peruíbe - Litoral Sul de São Paulo
Vista da Ponta da Praia, em Santos, para a Ilha de Santo Amaro, onde fica Guarujá.

Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande

Essa fortificação, também conhecida como Fortaleza da Barra, Fortaleza da Barra Grande, Fortaleza de São Miguel e Fortaleza de Santo Amaro e Santos, localiza-se entre as praias do Góes e Santa Cruz dos Navegantes, na Ilha de Santo Amaro, no município de Guarujá. Foi erguida durante a unificação dos governos português e espanhol (1580-1640), mais precisamente em 1584, mediante projeto de Giovanni Battista (Juan Bautista) Antonelli, arquiteto militar que acompanhava a esquadra espanhola do almirante Diogo Flores Valdez. Sua posição estratégica foi ocupada um ano antes, em 1583, após ação militar vitoriosa do vedor e contador da armada Andrés Eguino (Higino), contra os navios do corsário inglês Edward Fenton. Seu primeiro comandante, o Capitão Luiz da Costa de Siqueira, só foi nomeado em 1702, 118 anos após sua fundação. [Fonte: Prefeitura Municipal de Guarujá]
Santos - SP
Em Santos embarcamos na balsa para Guarujá e começamos a procurar o endereço do hostel onde pretendíamos ficar. Como não tínhamos mapa da cidade, perguntamos para algumas pessoas e, lá pelas tantas, Clayton sugeriu: "quem sabe entramos naquela rua ali na frente". Não é que era a própria rua que procurávamos? Com um navegador assim como co-piloto é fácil viajar!!!
Fomos muito bem recebidos no hostel e tratamos de tirar os equipamentos do carro e colocá-los nas bicicletas. Contando com a boa vontade do pessoal do hostel, combinei que deixaria o carro estacionado lá (por um valor bem razoável) enquanto estivéssemos pedalando. Obrigado, novos amigos do hostel!!!
Tirando os equipamentos do carro...
Com as bicicletas prontas!

Rumo a Santos/Guarujá: Nova Petrópolis - Gramado - Curitiba


Saindo de Linha Imperial de manhã cedo

Em 16 de maio começou uma nova viagem. Meu amigo Clayton e eu viajamos inicialmente de carro da Serra Gaúcha até Curitiba (PR) e de lá até Santos e Guarujá (SP), de onde partiríamos para uma pedalada pela Costa Verde até Angra dos Reis e Ilha Grande (RJ).

Despedi-me do pai e da mãe - sempre com os vários conselhos antes de uma viagem - e do Godofredo e da Filomena (os cachorros) e segui para Gramado, onde encontraria Clayton nos últimos preparativos. Optei por transportar a minha bicicleta no teto da Parati, deixando assim mais espaço no porta-malas, de modo que nele couberam todas as bagagens e mais a bicicleta do Clayton. Como pretendíamos fazer o trajeto até Guarujá em dois dias, não nos preocupamos em andar rápido e pudemos aproveitar o caminho. Seguimos de Gramado pela RS 235 até a Rota do Sol, passamos pela Estrada do Mar e fizemos uma breve parada em Rondinha, seguindo depois para Torres e de lá pela BR 101 até Curitiba.

Campos de Cima da Serra, entre São Francisco de Paula e Tainhas.
Parada para lanchar cuca em Santa Catarina
Passando pelo túnel antes de Balneário Camboriú
Parada em Curitiba

Monday, May 11, 2009

Pedalando na Costa Verde

Em breve estarão disponíveis as fotografias e relatos da pedalada pela Costa Verde - Guarujá (Santos, SP) a Ilha Grande (Angra dos Reis, RJ).
Meu amigo Clayton Rodrigues e eu pedalamos 570 km pelo litoral e passamos por belas paisagens onde a Mata Atlântica encontra as águas límpidas e cristalinas do Oceano Atlântico!!!
Obrigado por aguardar!
Thanks for wait!