Wednesday, June 06, 2012

De caiaque pelo Delta do Rio Camaquã

Uhúúúúú!!!

Foi uma remada exitosa, sem dúvida!!! A remada pelo Delta do Rio Camaquã tinha tudo para dar certo: boas companhias, um planejamento - realizado pelo Trieste - exemplar, uma bela região para conhecer e, como bônus, a bela, luminosa e próxima Lua...!

Na véspera da remada pernoitamos no hotel Molon, no km 390 da BR 116, em Camaquã, assim no primeiro dia de remada estávamos desde cedo a caminho do ponto de saída, percorrendo estradas de chão pelo interior do município. Guiados pelo casal de novos amigos Seu Pedro e Dona Vera, lá fomos nós em direção ao ponto de saída:


Vídeo: seguindo Seu Pedro até o ponto de saída

Arrumando caiaques e tralhas na barranca do rio

Andamos bastante até chegarmos nas proximidades da vila Pacheca, por onde eu já havia passado de bicicleta durante a Volta da Laguna dos Patos.


Um pouco adiante da Pacheca entramos em uma fazenda onde ficariam os carros e tratamos de descarregar tudo perto da barranca do rio.
Os caiaques não cabiam todos no exíguo espaço de acesso para a água, de maneira que fomos nos organizando para colocar todas as tralhas nos caiaques e acessar o rio. Depois de algum tempo, começávamos a remar:

Vídeo: início da remada

Foi a primeira vez em que utilizei o remo groenlandês em uma remada um pouco mais longa do que um simples teste. Gostei muito do remo de carbono, um presente recebido do mestre Eiichi Ito durante o Primer Simposio de Qajaq Artico realizado em Valle María, na Argentina.

Maria Helena e Trieste

Dona Vera e Seu Pedro

Leonardo Maciel

Hélio

O rio Camaquã corria suave e tranquilo por entre a mata. Percorremos um bom trecho preservado que, de acordo com o Seu Pedro (profundo conhecedor da região), corresponde a uma reserva indígena guarani.



Pausa



Fezes de capivara?






A remada seguia tranquila e o ritmo era de contemplação. Aproveitávamos a leve correnteza favorável e remávamos apreciando as margens e os peixes saltando de vez em quando. Paramos pela segunda vez em um local de encontro das águas, uma ligação entre braços do rio Camaquã. Muito interessante, pois como o nível do rio estava baixo, seguimos a pé para observar a região:







Após a pequena excursão, retornamos aos caiaques, seguindo rumo ao canal do Cortado. Esse pequeno e estreito canal liga o rio Camaquã ao arroio Barretos:


Vídeo: canal do Cortado

Chegando ao arroio Barretos, fizemos mais uma pausa, nas proximidades de uma ponte pênsil, para o almoço.

Pausa para almoço






Depois do almoço, descemos o arroio Barretos até sua foz na Lagoa (ou laguna) dos Patos:


Vídeo: arroio Barretos

Chegando na Lagoa dos Patos, tratamos de encontrar um belo local para o acampamento, com vista para o nascer da lua cheia sobre as águas da lagoa:

Proximidades do acampamento

Vista do acampamento

Local do acampamento











Brincadeiras com a Lua...




Observamos o belo espetáculo da Lua, que estava bem próxima da Terra. O entardecer estava muito bonito. À noite confraternizamos no acampamento, comemorando com vinho o ótimo dia de remada.

Informações disponibilizadas pelo gps:

Distância remada: 29,79 km;
Tempo remado: 5 h;
Velocidade média: 5,9 km/h;
Velocidade máxima: 9,8 km/h;
Tempo parado: 1 h 51 min 48 s;
Velocidade média geral: 4,3 km/h.

No dia seguinte, acordamos cedo para apreciar as cores da alvorada.

De um lado, o Sol nascendo...

... e do outro, a Lua sumindo...











Sem muita pressa, pouco a pouco fomos arrumando as tralhas para o café da manhã e desmontando o acampamento, cuidando para não deixar nada além de marcas na areia.
O dia estava belo e calmo, tranquilizando quem estava preocupado em remar na lagoa. E lá fomos nós, percorrendo o Delta do Camaquã e aproveitando a limpidez das águas nessa bela região.


Vídeo: águas limpas!

Fizemos algumas paradas no delta, que realmente é espetacular, com vários canais de ligação entre o rio Camaquã e a Lagoa dos Patos. Um bom motivo para retornar e explorar os meandros com calma.





















Em nossa parada para almoço, já a caminho do final da jornada, ficamos admirados com a quantidade de lambaris que apareceram para comer as migalhas de pão:

Vídeo: lambaris no rio Camaquã

Depois do almoço o tempo foi fechando à medida em que nos aproximávamos da balsa, Camaquã acima.





Chegada no ponto de desembarque da balsa

Enquanto era providenciada a logística de retorno dos carros, aproveitei o tempo para atravessar o rio e ver a balsa de perto, conhecendo mais um pouquinho do local.

Mais uma bela remada por esses rincões do Rio Grande, ainda tão desconhecidos...

Uhúúú!!!

Informações disponibilizadas pelo gps:

Distância remada no dia: 18,09 km;
Tempo remado: 3 h 22 min;
Velocidade média: 5,4 km/h;
Velocidade máxima: 9 km/h;
Tempo parado: 2 h 31 min;
Velocidade média geral: 3,1 km/h;

Distância total remada: 47,88 km.

 [Trajetos e legendas sobre imagem do Google Earth]
O percurso remado num contexto amplo

 [Trajetos e legendas sobre imagem do Google Earth]
Todo o percurso remado

 [Trajetos e legenda  sobre imagem do Google Earth]
Percurso remado no primeiro dia

 [Trajeto e legendas sobre imagem do Google Earth]
Pacheca e o local de saída

 [Trajeto e legendas sobre imagem do Google Earth]
Canal do Cortado

 [Trajetos e legenda sobre imagem do Google Earth]
Percurso remado no segundo dia

[Trajeto e legendas sobre imagem do Google Earth]
Balsa

Monday, May 07, 2012

Wednesday, May 02, 2012

Flutua!

[Todas as fotografias de Tiane] 

Por casualidade, no dia mais frio do ano (até agora) coloquei o qajaq SOF (skin on frame) pela primeira vez na água. A curiosidade era muito grande, pois eu não fazia ideia de como ficaria, se ele ficaria equilibrado, se a proa ou a popa não ficariam desproporcionais, se eu conseguiria realmente entrar no caiaque, se ficaria tão instável que eu não conseguiria permanecer dentro dele, se eu conseguiria sair do caiaque quando fosse necessário... Uma lista de "se"!!!


Primeiro coloquei na água, verificando que flutuava adequadamente. As linhas delgadas desse tipo de caiaque são realmente bonitas! E que rocker! Bem, sou meio suspeito, mas achei o caiaque lindão! :)
Na realidade gostaria que o preto da tinta a óleo fosse fosco e não brilhante, mas o vendedor me garantiu que não existe tinta a óleo fosca.
O próximo passo foi ver quão instável ele tinha ficado e para isso era preciso enfrentar o friozinho:




Até que não ficou tãããão instável! Imaginei que seria como na primeira vez em que me aventurei num K-1, quando capotei quase que imediatamente ao largar a borda do trapiche, mas não, realmente não senti tanta instabilidade - talvez somente um pouco mais instável do que o ilegal! (modelo Franky, da Weir).
O mais difícil foi conseguir vestir o caiaque, pois realmente ficou apertado!!! Mas, com toda a plateia observando, eu não podia fazer feio:


Testei também um protótipo de akuilisaq (saia) que costurei com parte do nylon que havia sobrado durante a confecção do caiaque, só para conseguir adernar um pouco o caiaque.



Bem, o primeiro teste básico foi feito. Não cheguei a arriscar uma capotagem, pois a água estava realmente bem fria e eu estava com receio de precisar da ajuda da Tiane caso não conseguisse sair rapidamente. Melhor deixar para a próxima oportunidade.
Ainda falta escolher o nome. Alguma sugestão??? Depois, em breve, fazer a inauguração em "águas de verdade"!!!




Quem sabe...???