Thursday, December 27, 2012

Encontro da família Krakhecke


O Primeiro Encontro da Família Krakhecke aconteceu na localidade de Daltro Filho, no interior do município de Imigrante, no Rio Grande do Sul. Por iniciativa da minha irmã, Betina, fomos - o pai, a mãe, Betina, Ilmar, Tiane e eu - conhecer os descendentes dos Krakhecke que vieram da Alemanha em busca de uma nova vida no Brasil. Minha bisavó por parte de pai chamava-se Catharina Krakhecke e foi casada com Pedro Neuhaus.






Na igreja de Daltro Filho aconteceu uma pequena cerimônia na qual os "antepassados" entraram e se postaram assim como apareciam em uma fotografia antiga, foi muito bonito:


Os "antepassados"...
...e a fotografia original.

Detalhe
Catharina está em pé - a segunda pessoa da esquerda para a direita

Família de Catharina Krakhecke e Pedro Neuhaus

Alzira - filha de Catharina Krakhecke - neta de Theo
Viagem de Três de Maio a Teutônia
Levou 3 dias (com o carro ao fundo)
Alzira Esch, filha Erica e o filho Egon, em 1945.



Em murais e mesas foi possível admirar fotografias antigas, objetos e um relato muito interessante de como aconteciam as coisas antigamente:


"Como Maria Leocádia e Alfredo se conheceram

          Quando criança, eu pedia para a minha mãe (Maria Leocádia) contar histórias sobre a família. Certa ocasião, perguntei:

          - Mãe, como Vocês (pai e mãe) se conheceram?

          - Foi em um baile, contou ela. Fui com meus irmãos, cada um em seu cavalo. O cavalo das moças tinha sela de dama (sentava-se de lado), toda revestida em veludo. Dancei com ele (Alfredo) a noite toda. No final do baile, ele me perguntou se poderia me visitar no sábado seguinte...

          - Na tarde do sábado seguinte, eu estava, já arrumada, no meu quarto, com medo do meu pai (Nicolau Hartmann), que era muito rigoroso, disse ela. Minha mãe (Leopoldina Cristina) já sabia da possível visita. Foi quando ouvi os gritos do meu pai:

          - Manda esse desconhecido embora, o que é que ele está fazendo aqui?!

          - Em seguida, minha mãe (Leopoldina Cristina) mandou que meu pai se calasse, pois esse era o filho de Guilherme Krakhecke, que tinha dinheiro aqui na Caixa (Caixa Rural uma espécie de banco administrada pelo Nicolau). Olhei pela janela... Era ele, montado num belo cavalo suado, pois a viagem levara horas. Minhas pernas tremeram... E assim tudo começou...

(Memórias de Gerda Krakhecke)"














Da esquerda para a direita - sentados: Ilmar Pontuschka, Betina Esch Pontuschka, Egon Esch (segurando o Teló) e Sonja Funk Esch; em pé: Luciane Bossle (segurando Patati e Patatá) e Leonardo Esch.

4 comments:

Germano José Greis said...

Que legal essa postagem! E muito bonita a história da família que assim continua viva.

Leonardo Esch said...

Obrigado, Germano. Pena que não encontre mais registros dos antepassados, é muito interessante comparar os estilos de vida nas diferentes épocas.

Maria Paula Krakhecke Almeida said...

Olá, meu nome é Maria Paula Krakhecke Almeida, sou uma descendente dos Krakhecke e gostaria de dizer um muito obrigada Leonardo por sua postagem! Ficamos muito felizes e muito emocionados com a sua postagem. É importante que outras pessoas possam ver o resgate de nossas raízes e possam se inspirar na nossa família, vendo nosso encontro. Esse foi o primeiro encontro de muitos. Bjs!

Maria Paula Krakhecke Almeida said...

PS: A Betina foi minha professora no jardim de infância e eu tenho mto carinho de lembrar dela! Engraçado que minha mãe sempre dizia q podiamos ser parentes mas nunca se aprofundou nisso e anos depois eu acabei ficando com essa curiosidade de procurar sobre os antepassados e comecei a procurar e depois a tia Gerda pegou as rédeas e completou a pesquisa e depois aconteceu o tão querido primeiro encontro de nossa familia. Como é o destino né? Té mais! Bjs! ^^